terça-feira, 28 de julho de 2009
Um dia ...
Só ... sei de mim ... nada mais
Rodopio á volta de mim
Conheço-me tão bem ...
Estou ausente de tudo o que é meu,
Não sou alguém melhor
Falta-me espaço para caminhar
Espero em desespero
A noite que cai dentro de mim
Não sou maior ...
Sou diferente
Não fico indiferente
Ao sorriso de uma criança
Ás lágrimas de um velho
Já tão calmas e calejadas
Aqui fica de mim um pouco mais
Dos meus medos ...
Deste chão que me vê cair ...
O que sei sentir
Ou ainda não aprendi a sentir
A espera pela ausência de mim
Rasga impune o meu peito
Sou loucura
Tão cheia de nada
Sou ninguém
Vivo ali naquela montanha
Onde posso tocar um pouco de céu
Oiço a melodia de uma cascata
Que corre dentro de mim
Selvagem invade cada recanto meu
Sente-se assim ...
Respirar a medo ...
Asfixia-me a alma
Não ser eu é ser alguém
E eu não sou de ninguém
Eu sou ninguém...
Rodopio á volta de mim
Conheço-me tão bem ...
Estou ausente de tudo o que é meu,
Não sou alguém melhor
Falta-me espaço para caminhar
Espero em desespero
A noite que cai dentro de mim
Não sou maior ...
Sou diferente
Não fico indiferente
Ao sorriso de uma criança
Ás lágrimas de um velho
Já tão calmas e calejadas
Aqui fica de mim um pouco mais
Dos meus medos ...
Deste chão que me vê cair ...
O que sei sentir
Ou ainda não aprendi a sentir
A espera pela ausência de mim
Rasga impune o meu peito
Sou loucura
Tão cheia de nada
Sou ninguém
Vivo ali naquela montanha
Onde posso tocar um pouco de céu
Oiço a melodia de uma cascata
Que corre dentro de mim
Selvagem invade cada recanto meu
Sente-se assim ...
Respirar a medo ...
Asfixia-me a alma
Não ser eu é ser alguém
E eu não sou de ninguém
Eu sou ninguém...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Adoro o Céu Pintado de Estrelas
E o mar de corpo ondulado
A dança de um beijo molhado
O feitiço de dois corpos
Quando duas almas se tocam
A terra árida experimentando
O sabor adocicado da chuva
Lambuzar-me entre as gotas de mel
Que o céu deixa cair
E o vento pintado de brisa morna
Numa tela onde o horizonte
Revela a caminhada das estrelas
Acaricia a medo o desejo de não amanhecer
Quero morar pertinho do céu
Onde posso tocar-te de mansinho
Sentir na areia molhada o meu rumo
Mergulhar no sono eterno aninhada
Numa nuvem feita de memórias
Navegam sem timoneiro
Notas musicais no meu sangue
Fazem de mim o que sou
Sentes o pulsar na minha mão
Desfalece a minha alma sobre o meu corpo
Sem saber de mim flutua em devaneio
Correm a fio lágrimas de sangue sobre mim
Impede-me de partir atroz e violenta revolta
Insana loucura que me aniquila
Sobro aos pedaços esmagada por mim
Morro só entre o vazio da multidão
A dança de um beijo molhado
O feitiço de dois corpos
Quando duas almas se tocam
A terra árida experimentando
O sabor adocicado da chuva
Lambuzar-me entre as gotas de mel
Que o céu deixa cair
E o vento pintado de brisa morna
Numa tela onde o horizonte
Revela a caminhada das estrelas
Acaricia a medo o desejo de não amanhecer
Quero morar pertinho do céu
Onde posso tocar-te de mansinho
Sentir na areia molhada o meu rumo
Mergulhar no sono eterno aninhada
Numa nuvem feita de memórias
Navegam sem timoneiro
Notas musicais no meu sangue
Fazem de mim o que sou
Sentes o pulsar na minha mão
Desfalece a minha alma sobre o meu corpo
Sem saber de mim flutua em devaneio
Correm a fio lágrimas de sangue sobre mim
Impede-me de partir atroz e violenta revolta
Insana loucura que me aniquila
Sobro aos pedaços esmagada por mim
Morro só entre o vazio da multidão
sábado, 25 de julho de 2009
O teu sonho...
Mergulhei num deserto azul
Os teus passos lentos acompanham-me
E o meu corpo funde-se na tua sombra
As tuas mãos encharcadas de música
Tocam no céu pincelado de estrelas cadentes
Sou assim pequenina, pequenina...
Moro entre dois desertos que se tocam
Infinitamente azulados e secretos
Navegas ao longo dos meus braços
Sem te saber fazes a travessia neste deserto
Abraças a noite num eterno reencontro
Inquietamento aguardado e desejado
Rumo contra ventos que sopras na minha direcção
Incessante a lua procura-nos entre dois sóis
Perdeu-se de nós há já muitos luares
De lua cheia vestida deixa cair uma lágrima
Neste deserto azul onde de nós se perdeu
As estrelas caem em vão
Os desejos não moram mais aqui
Neste mar de azul deserto
Os teus passos lentos acompanham-me
E o meu corpo funde-se na tua sombra
As tuas mãos encharcadas de música
Tocam no céu pincelado de estrelas cadentes
Sou assim pequenina, pequenina...
Moro entre dois desertos que se tocam
Infinitamente azulados e secretos
Navegas ao longo dos meus braços
Sem te saber fazes a travessia neste deserto
Abraças a noite num eterno reencontro
Inquietamento aguardado e desejado
Rumo contra ventos que sopras na minha direcção
Incessante a lua procura-nos entre dois sóis
Perdeu-se de nós há já muitos luares
De lua cheia vestida deixa cair uma lágrima
Neste deserto azul onde de nós se perdeu
As estrelas caem em vão
Os desejos não moram mais aqui
Neste mar de azul deserto
terça-feira, 14 de julho de 2009
O Anjo mudo...
"Quando o vento se levanta e passa, tua cabeça adormecida põe-se a brilhar.
Em redor dela um halo de sombra onde a minha mão entra,
vagarosamente, pedindo-te um Sinal.
Procuro o rosto com os dedos afiados pelo desejo. Toco a alba das pálpebras que, de súbito, se abrem para mim. Um fio de luz coalha na saliva do lábio.
Ouvimos o mar, como se tivéssemos encostado a cabeça ao peito um do outro. Mas não há repouso nesta paixão. O dia cresce, sem luz e os pássaros soltam-se do pólen dos sonhos, embatem contra os nossos corpos.
Nada podemos fazer.
Um risco de passos ensanguentados alastra pelo chão da cidade. A noite cerca-nos, devora-nos. Estamos definitivamente sozinhos.
Começamos, então, a imitar a vida um do outro. E, abraçados, amamo-nos como se fosse a ultima vez...
O tempo sempre esteve aqui, e eu passei por ele quase sempre sozinho.
No entanto, recordo: deixaste-me sobre a pele um rasgão que já não dói. Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor.
Dantes, o olhar seduzia e matava outro olhar. Agora, odeio-te por não me pertenceres mais. Odeio-te. Abro os olhos. Regresso ao meu corpo e odeio-te. E, quem sabe se no meio de tanto ódio não te perdoaria - mas ambos sabemos que o perdão não existe.
Se fugias, perseguia-te. Mas o olhar começava a cegar. Sentia-te, já não te via. E o pior é que o tacto também esqueceu, rapidamente, a sensualidade da pele e o calor do sexo. O rosto aprendido de cor.
Hoje, tudo se sobrepõe. Nomes, rostos, gestos, corpos, lugares... um montão de cinzas que me deixaste como herança.
Não devo perder tempo com o ciúme. A paixão desgastou-me. E nunca houve mais nada na minha vida - paixão ou ódio.
Só isto: se me aparecesses agora, tenho a certeza, matava-te."
Al Berto
Em redor dela um halo de sombra onde a minha mão entra,
vagarosamente, pedindo-te um Sinal.
Procuro o rosto com os dedos afiados pelo desejo. Toco a alba das pálpebras que, de súbito, se abrem para mim. Um fio de luz coalha na saliva do lábio.
Ouvimos o mar, como se tivéssemos encostado a cabeça ao peito um do outro. Mas não há repouso nesta paixão. O dia cresce, sem luz e os pássaros soltam-se do pólen dos sonhos, embatem contra os nossos corpos.
Nada podemos fazer.
Um risco de passos ensanguentados alastra pelo chão da cidade. A noite cerca-nos, devora-nos. Estamos definitivamente sozinhos.
Começamos, então, a imitar a vida um do outro. E, abraçados, amamo-nos como se fosse a ultima vez...
O tempo sempre esteve aqui, e eu passei por ele quase sempre sozinho.
No entanto, recordo: deixaste-me sobre a pele um rasgão que já não dói. Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor.
Dantes, o olhar seduzia e matava outro olhar. Agora, odeio-te por não me pertenceres mais. Odeio-te. Abro os olhos. Regresso ao meu corpo e odeio-te. E, quem sabe se no meio de tanto ódio não te perdoaria - mas ambos sabemos que o perdão não existe.
Se fugias, perseguia-te. Mas o olhar começava a cegar. Sentia-te, já não te via. E o pior é que o tacto também esqueceu, rapidamente, a sensualidade da pele e o calor do sexo. O rosto aprendido de cor.
Hoje, tudo se sobrepõe. Nomes, rostos, gestos, corpos, lugares... um montão de cinzas que me deixaste como herança.
Não devo perder tempo com o ciúme. A paixão desgastou-me. E nunca houve mais nada na minha vida - paixão ou ódio.
Só isto: se me aparecesses agora, tenho a certeza, matava-te."
Al Berto
domingo, 12 de julho de 2009
Acordei Sem Mim...
Falo de mim ao vento
Quando me acaricia o rosto
Soletra o meu nome com voz meiga
Envolve-me num abraço pintado de prata
Feito de brisa e calmaria azul do mar
Entretém-se num rodopio louco
Gira á minha volta como criança
Enquanto brinca com os meus cabelos
Leva-me nas asas sem arco-íris
Para te visitar enquanto caminhas só
Beijo-te os lábios feitos de silêncio
Pousa uma borboleta na tua mão
Sou eu vestida de paixão
Devolves-me de novo ao vento
Onde sabes, sucumbirei
Á vinda de um ciclone feito de vazio
Envolto de revolta e mágoa
Tormento histérico de solidão
Dor que invade num rasgo a minha alma
Agora que já não me reconheço
Nada mais vale a pena ...
Sem mim acordei ...
Quando me acaricia o rosto
Soletra o meu nome com voz meiga
Envolve-me num abraço pintado de prata
Feito de brisa e calmaria azul do mar
Entretém-se num rodopio louco
Gira á minha volta como criança
Enquanto brinca com os meus cabelos
Leva-me nas asas sem arco-íris
Para te visitar enquanto caminhas só
Beijo-te os lábios feitos de silêncio
Pousa uma borboleta na tua mão
Sou eu vestida de paixão
Devolves-me de novo ao vento
Onde sabes, sucumbirei
Á vinda de um ciclone feito de vazio
Envolto de revolta e mágoa
Tormento histérico de solidão
Dor que invade num rasgo a minha alma
Agora que já não me reconheço
Nada mais vale a pena ...
Sem mim acordei ...
sábado, 11 de julho de 2009
... 29 ...11... 2 ...
Passei a teu lado
Sem disfarce nem sombra
Maquilhada de transparente
Num conto por mim inventado
Nas linhas da minha mão
Entrelaçadas entre a vida e a morte
Mora distante o teu coração
Em cada suspiro um grito de silêncio
Rasga o fino véu que cobre o meu sono
Entoam brutalmente no meu peito
As tuas palavras feitas de poema
Soluçam lágrimas entre os anjos
Que jazem a meu lado de asas caídas
Desfalecem no meu caminho pétalas de rosa
Caídas das mãos nuas de amor
São ecos da alma que deixei perder
Num céu onde a Lua ainda me visita
...
Sem disfarce nem sombra
Maquilhada de transparente
Num conto por mim inventado
Nas linhas da minha mão
Entrelaçadas entre a vida e a morte
Mora distante o teu coração
Em cada suspiro um grito de silêncio
Rasga o fino véu que cobre o meu sono
Entoam brutalmente no meu peito
As tuas palavras feitas de poema
Soluçam lágrimas entre os anjos
Que jazem a meu lado de asas caídas
Desfalecem no meu caminho pétalas de rosa
Caídas das mãos nuas de amor
São ecos da alma que deixei perder
Num céu onde a Lua ainda me visita
...
domingo, 7 de junho de 2009
Ser Assim ...

Quero partir assim lúcida...
Com os momentos de felicidade no olhar
Nua em cima dos meus lençóis
O último suspiro feito de notas musicais
Fechar os olhos serenamente
Com a tua imagem na minha alma
E o meu coração entregue a ti
Distante da verdade a que estive presa
Sou sempre uma peça a mais
Neste puzzle onde existo
Desencontrada em cada encruzilhada
Que ousei de novo inventar
Desalinhada em cada caminho que pisei
Vivo cada instante cada segundo
Como sou
Amei intensamente de cada vez que amei
Chorei de emoção
De cada vez que perdi e ganhei
Senti frio e senti o teu abraço apertado
Ouvi a minha gargalhada no meio de outras
Não sou de ninguém
Sou gaivota clandestina
Na proa de um barco á deriva
Só
Desistindo, caindo, perdida,
Olhando para trás
Sem entender o porquê
Estou tão cansada
Vou embora
Em busca de um lugar meu
Ser gente e guardar em mim
O riso das estrelas ao amanhecer
Ser cúmplice da lua todas as noites
Apanhar uma flor
E colocá-la no meu cabelo
Andar descalça na areia branca do mar
Adormecer nas dunas
Assim, só
Mas ser assim ...
Assim só, até ao fim
Com os momentos de felicidade no olhar
Nua em cima dos meus lençóis
O último suspiro feito de notas musicais
Fechar os olhos serenamente
Com a tua imagem na minha alma
E o meu coração entregue a ti
Distante da verdade a que estive presa
Sou sempre uma peça a mais
Neste puzzle onde existo
Desencontrada em cada encruzilhada
Que ousei de novo inventar
Desalinhada em cada caminho que pisei
Vivo cada instante cada segundo
Como sou
Amei intensamente de cada vez que amei
Chorei de emoção
De cada vez que perdi e ganhei
Senti frio e senti o teu abraço apertado
Ouvi a minha gargalhada no meio de outras
Não sou de ninguém
Sou gaivota clandestina
Na proa de um barco á deriva
Só
Desistindo, caindo, perdida,
Olhando para trás
Sem entender o porquê
Estou tão cansada
Vou embora
Em busca de um lugar meu
Ser gente e guardar em mim
O riso das estrelas ao amanhecer
Ser cúmplice da lua todas as noites
Apanhar uma flor
E colocá-la no meu cabelo
Andar descalça na areia branca do mar
Adormecer nas dunas
Assim, só
Mas ser assim ...
Assim só, até ao fim
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Um dia sem tempo...
O dia amanheceu triste e melancólico
O corpo esmagado por uma noite ao relento
A alma estilhaçada pelos ventos da alvorada
Clama por um momento de luz
Inevitável o desespero da tua ausência
Moras na outra margem deste mar
Onde o céu é sempre azul
E brilham nos teus olhos
As estrelas que apanhas ao anoitecer
Inquietude desamparada cai em mim
Destroços embatem contra o cais de embarque
Resta um pouco de começo na minha mão
Numa viajem sem destino nem timoneiro
Oiço a revolta nos gemidos das ondas
E o vento rasga-me a pele
Deixa-me despida e lança-me um apelo
Meu coração se espraie pelas ondas do mar
Em busca do teu eternamente
Quero perder-me de mim
Ser pescador de afectos
Num dia sem tempo
O corpo esmagado por uma noite ao relento
A alma estilhaçada pelos ventos da alvorada
Clama por um momento de luz
Inevitável o desespero da tua ausência
Moras na outra margem deste mar
Onde o céu é sempre azul
E brilham nos teus olhos
As estrelas que apanhas ao anoitecer
Inquietude desamparada cai em mim
Destroços embatem contra o cais de embarque
Resta um pouco de começo na minha mão
Numa viajem sem destino nem timoneiro
Oiço a revolta nos gemidos das ondas
E o vento rasga-me a pele
Deixa-me despida e lança-me um apelo
Meu coração se espraie pelas ondas do mar
Em busca do teu eternamente
Quero perder-me de mim
Ser pescador de afectos
Num dia sem tempo
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Um beijo feito da distância que nos cerca ...
Prendem-se ao largo num sol fechado
De tristeza e de loucura voam cinzas da paixão
Outrora acesa a chama de uma labareda que flameja
Restam nos meus lábios roxos e frios
O gosto amargo das palavras
Que se vão exilando de cada gesto
Fecho os olhos e sem respirar
Flutuo ao longo de um abismo
Desenhado entre o mar e a serra
Ausentei-me dos meus bailados ao luar
E esquecida pelo meu corpo caio a teus pés
Fruto de um dia feito de magia por um
Deus Selvagem feito de mar vertiginoso
No ombro um malmequer pintado de tatuagem
Deixa cair nas tuas mãos uma pétala
Perfumada de terra seca regada pelas lágrimas
Que um dia beijaram meu rosto de sal
Sei de um lugar onde me escondo
Povoado de borboletas de mil cores
Onde posso voar e encontrar-me com Deus
Morrer por instantes e voltar de novo
O meu peito em convulsão
Chora lágrimas de sangue
Que escorrem pelo meu corpo
Frágil e exausto de cansaço
Doeu tanto ...
Cada olhar, cada palavra, cada gesto
Rasgou o meu peito com três letras apenas
Abraçou -me com um manto de gelo
E partiu para sempre sem mim
De tristeza e de loucura voam cinzas da paixão
Outrora acesa a chama de uma labareda que flameja
Restam nos meus lábios roxos e frios
O gosto amargo das palavras
Que se vão exilando de cada gesto
Fecho os olhos e sem respirar
Flutuo ao longo de um abismo
Desenhado entre o mar e a serra
Ausentei-me dos meus bailados ao luar
E esquecida pelo meu corpo caio a teus pés
Fruto de um dia feito de magia por um
Deus Selvagem feito de mar vertiginoso
No ombro um malmequer pintado de tatuagem
Deixa cair nas tuas mãos uma pétala
Perfumada de terra seca regada pelas lágrimas
Que um dia beijaram meu rosto de sal
Sei de um lugar onde me escondo
Povoado de borboletas de mil cores
Onde posso voar e encontrar-me com Deus
Morrer por instantes e voltar de novo
O meu peito em convulsão
Chora lágrimas de sangue
Que escorrem pelo meu corpo
Frágil e exausto de cansaço
Doeu tanto ...
Cada olhar, cada palavra, cada gesto
Rasgou o meu peito com três letras apenas
Abraçou -me com um manto de gelo
E partiu para sempre sem mim
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Feita de Mim ...
Amanhã serei eu assim
Cheia de mar que não cabe em mim
Feitiço que mascaro num sorriso
Duas estrelas brilham no meu olhar
Seguirei na mesma direcção
E descobrirei um novo rumo feito de mim
Serei as asas da marioneta abandonada
Serei só
Serei somente
Serei eu
Serei nada
Serei Feita de Mim
Assim só
Feita de momentos sem tempo
Pintada de amanhecer
Esculpida nas mãos do crepúsculo
Onde só ... Respiram os meus sonhos
Invadirei a minha alma que brota de mim
Assim, tanto que transborda ...
Morreria em mim sem o brilho da noite
Pudesse ser o mar de calmaria
Abraçar a lua nos meus braços e amar
Demorar-me no meu tempo
Ser assim
Feita de mim
Cheia de mar que não cabe em mim
Feitiço que mascaro num sorriso
Duas estrelas brilham no meu olhar
Seguirei na mesma direcção
E descobrirei um novo rumo feito de mim
Serei as asas da marioneta abandonada
Serei só
Serei somente
Serei eu
Serei nada
Serei Feita de Mim
Assim só
Feita de momentos sem tempo
Pintada de amanhecer
Esculpida nas mãos do crepúsculo
Onde só ... Respiram os meus sonhos
Invadirei a minha alma que brota de mim
Assim, tanto que transborda ...
Morreria em mim sem o brilho da noite
Pudesse ser o mar de calmaria
Abraçar a lua nos meus braços e amar
Demorar-me no meu tempo
Ser assim
Feita de mim
terça-feira, 2 de junho de 2009
Leva-me Contigo ...
Dói cada momento sem tempo
Quisera dizer-te e morrer a ouvir-te
Provar o beijo de mar salgado na tua boca
Adormecer nas tuas asas e perder-mo-nos
Pudesse demorar-me infinitamente num lugar
Onde a minha alma amando a tua alma me abandonasse
Soubesse como gritar teu nome sem palavras
Saciasse a minha sede nas gotas de luz
Que serenamente o luar deixa cair
Pudesse em ti perder-me de mim
O mar começar em nós e não acabar...
Quisera roubar-me a mim para me dar
Partir assim exausta de cansaço
E guardar-te ...
Guardar-te assim
Eternamente nos meus sentidos...
Quisera dizer-te e morrer a ouvir-te
Provar o beijo de mar salgado na tua boca
Adormecer nas tuas asas e perder-mo-nos
Pudesse demorar-me infinitamente num lugar
Onde a minha alma amando a tua alma me abandonasse
Soubesse como gritar teu nome sem palavras
Saciasse a minha sede nas gotas de luz
Que serenamente o luar deixa cair
Pudesse em ti perder-me de mim
O mar começar em nós e não acabar...
Quisera roubar-me a mim para me dar
Partir assim exausta de cansaço
E guardar-te ...
Guardar-te assim
Eternamente nos meus sentidos...
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sem Sinais....
Existo assim corpo e alma...
Moro numa rua entre o céu e o inferno
Sucumbindo ás leis desordenadas dos homens
Divido-me entre o mar alma e o corpo serra
Entrelaçados num reboliço ingénuo
De quem cresceu da mesma semente
Floresceu ao mesmo tempo e se misturou
Numa tela de cores que já pintou uma existência
Ainda assim feita de um choro que o mar silenciou
Dei meu coração á tua mão fechada
Quebrou-se quando caiu na terra íngreme e seca
Ao teu olhar frio e distante que me ignora
Indiferente a cada gesto meu que te prenda
Corre um rio de lava no meu peito
Que queima e me aniquila violentamente
Correm nas minhas veias partículas do teu sangue
Semeiam em mim o sorriso de te ver feliz
Exausta regresso a cada crepúsculo
O medo da noite que deixou de o ser arrasa-me
Voltam os momentos que não quero
A solidão de não te ter mata
Impunemente arranca de mim
As poucas raízes que ainda me prendem aqui
E a alma murcha com sede de ser feliz...
Moro numa rua entre o céu e o inferno
Sucumbindo ás leis desordenadas dos homens
Divido-me entre o mar alma e o corpo serra
Entrelaçados num reboliço ingénuo
De quem cresceu da mesma semente
Floresceu ao mesmo tempo e se misturou
Numa tela de cores que já pintou uma existência
Ainda assim feita de um choro que o mar silenciou
Dei meu coração á tua mão fechada
Quebrou-se quando caiu na terra íngreme e seca
Ao teu olhar frio e distante que me ignora
Indiferente a cada gesto meu que te prenda
Corre um rio de lava no meu peito
Que queima e me aniquila violentamente
Correm nas minhas veias partículas do teu sangue
Semeiam em mim o sorriso de te ver feliz
Exausta regresso a cada crepúsculo
O medo da noite que deixou de o ser arrasa-me
Voltam os momentos que não quero
A solidão de não te ter mata
Impunemente arranca de mim
As poucas raízes que ainda me prendem aqui
E a alma murcha com sede de ser feliz...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Não foi a mim que a vida me deu ...
Como posso perder
Se nunca nada tive meu
Como choro a tua ausência
Se aqui perto tu não moraste
Como posso ter amado o mar
Se a mim o mar não abraçou
Como de lua cheia me visto
Se em mim deixou a noite de escurecer
Como pinto o meu caminho de arco íris
Se de lápis de carvão desenho cada traço do meu rumo
Onde se baloiçam agora os anjos
Que outrora encontrava no meu jardim
A fonte onde de vida me embriagava secou
Restam murmúrios do vento que por lá passa...
Amar-te a cada momento assim
Inventei que voava nas asas da paixão
Foram já tantos os segundos de mim no tempo
Tão cheios de ti sem sequer pensares
Já amei tanto e não fui amada
Perdi-me e encontrei-me no meio da palavra
Fui eu sem ser de ninguém
Represento-me do avesso nesta história
Onde é bom sentir na pele o calafrio de cada reencontro
Amor perfeito desfeito de tudo e feito nada ...
Tão leve e frio...
Deu-me a vida a mim perdida...
Se nunca nada tive meu
Como choro a tua ausência
Se aqui perto tu não moraste
Como posso ter amado o mar
Se a mim o mar não abraçou
Como de lua cheia me visto
Se em mim deixou a noite de escurecer
Como pinto o meu caminho de arco íris
Se de lápis de carvão desenho cada traço do meu rumo
Onde se baloiçam agora os anjos
Que outrora encontrava no meu jardim
A fonte onde de vida me embriagava secou
Restam murmúrios do vento que por lá passa...
Amar-te a cada momento assim
Inventei que voava nas asas da paixão
Foram já tantos os segundos de mim no tempo
Tão cheios de ti sem sequer pensares
Já amei tanto e não fui amada
Perdi-me e encontrei-me no meio da palavra
Fui eu sem ser de ninguém
Represento-me do avesso nesta história
Onde é bom sentir na pele o calafrio de cada reencontro
Amor perfeito desfeito de tudo e feito nada ...
Tão leve e frio...
Deu-me a vida a mim perdida...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
TEU ...
Sempre que partilho uma lágrima...
Intenso eu sei ...
Incontrolável a paixão de ser tua ...
Infinito é o segredo que nos une ...
Imenso é o amor deste mar...
Domínio absurdo de cada impulso ...
Extensão dos meus gestos nas tuas mãos...
Ínfima é a distância que nos separa ...
Nunca ... existe entre nós ... Sempre
Absoluto e grandioso ...
Finalmente ser apenas assim ...
Escassa probabilidade algures no tempo
Inevitavelmente tua ...
Sublime é teu jeito de ser...
Opulente e majestosa,
A lua pinta a noite de prata ...
Magnificente o mar,
Escreve em cada pauta feita de espuma ...
Majestosas notas musicais ...
Eu ...Tu ...
Somos apenas ...
Nada mais ...
Intenso eu sei ...
Incontrolável a paixão de ser tua ...
Infinito é o segredo que nos une ...
Imenso é o amor deste mar...
Domínio absurdo de cada impulso ...
Extensão dos meus gestos nas tuas mãos...
Ínfima é a distância que nos separa ...
Nunca ... existe entre nós ... Sempre
Absoluto e grandioso ...
Finalmente ser apenas assim ...
Escassa probabilidade algures no tempo
Inevitavelmente tua ...
Sublime é teu jeito de ser...
Opulente e majestosa,
A lua pinta a noite de prata ...
Magnificente o mar,
Escreve em cada pauta feita de espuma ...
Majestosas notas musicais ...
Eu ...Tu ...
Somos apenas ...
Nada mais ...
terça-feira, 19 de maio de 2009
Ventania ...
Juntei na minha mala
O nosso horizonte ...
Feito de abraço entre a serra e o mar
As palavras que tantas vezes repeti
Jazem imóveis no meu diário
Nunca as ousaste ouvir
Vesti-me de mim para ser eu
Deixei a culpa algures trancada
Para não saber onde ficou
As letras caíram das minhas mãos
Como granizo em cima de uma fogueira
Procurei tantas vezes a luz do teu olhar
Entre a escuridão do medo e do incerto
Que me perdi ...
Não sei de mim...
O vento leva-me e deixa-me zonza
Gira á minha volta um mundo tresloucado
Sento-me aqui onde ninguém mora
Nua de vida e de vontade
Ténue o brilho de uma estrela
Mora num recanto
De uma página dos meus dias
Deixa-me só... desaparece inquieta...
Para não perder o brilho ...
O nosso horizonte ...
Feito de abraço entre a serra e o mar
As palavras que tantas vezes repeti
Jazem imóveis no meu diário
Nunca as ousaste ouvir
Vesti-me de mim para ser eu
Deixei a culpa algures trancada
Para não saber onde ficou
As letras caíram das minhas mãos
Como granizo em cima de uma fogueira
Procurei tantas vezes a luz do teu olhar
Entre a escuridão do medo e do incerto
Que me perdi ...
Não sei de mim...
O vento leva-me e deixa-me zonza
Gira á minha volta um mundo tresloucado
Sento-me aqui onde ninguém mora
Nua de vida e de vontade
Ténue o brilho de uma estrela
Mora num recanto
De uma página dos meus dias
Deixa-me só... desaparece inquieta...
Para não perder o brilho ...
Ser Apenas ...
Nascente de luz cor da planície no outono,
Passei entre o vento que fica entre a folhagem
Memórias guardadas no restolho, de maresia pingado ...
O tempo deixou de ter lugar neste lugar...
Fracassei em cada gesto que te dei ...
Fico em silencio, mas vou gritando sem me ouvires
Aguardo... serenamente por vezes...
Outras á que angustiada rebento para dentro...
O assobio melódico das aves invade os céus
Com uma sinfonia estonteante e mágica...
As palavras já não sabem do que sinto, dizer...
Sentem o que lhes digo ...
Acordo das vogais os meus gemidos
Estremeço quando piso o chão feito de água
O movimento circular das ondas
Arranca-me a alma feita de choro
O sangue viaja no meu corpo
Com o pulsar de unicórnios mil...
Pisando a areia vestida de espuma,
Provo o sabor amargo e doce da sobrevivência,
Inóspita e reles forma de sorrir verdadeiro,
Em troca da vil miséria de um ultimato...
A que chamam viver ...
Passei entre o vento que fica entre a folhagem
Memórias guardadas no restolho, de maresia pingado ...
O tempo deixou de ter lugar neste lugar...
Fracassei em cada gesto que te dei ...
Fico em silencio, mas vou gritando sem me ouvires
Aguardo... serenamente por vezes...
Outras á que angustiada rebento para dentro...
O assobio melódico das aves invade os céus
Com uma sinfonia estonteante e mágica...
As palavras já não sabem do que sinto, dizer...
Sentem o que lhes digo ...
Acordo das vogais os meus gemidos
Estremeço quando piso o chão feito de água
O movimento circular das ondas
Arranca-me a alma feita de choro
O sangue viaja no meu corpo
Com o pulsar de unicórnios mil...
Pisando a areia vestida de espuma,
Provo o sabor amargo e doce da sobrevivência,
Inóspita e reles forma de sorrir verdadeiro,
Em troca da vil miséria de um ultimato...
A que chamam viver ...
sábado, 9 de maio de 2009
...
Acordei de Maio a saudade ...
Com o cheiro embriagante a terra molhada,
Por um barulhento reclamar de nuvem carregada,
A Primavera chega devagar e perfumada ...
Abençoa-a o Inverno e a sua vinda feita de nós ...
Vestiu-se de branco a lua...
Por ver o mar morrer...
Morreu ali nos seus braços ...
Feitos de espuma desfeitos de sonhos
Cautelosa guardou-o para sempre ...
Sou feita de laços desfeitos ...
O mundo é feito de cinzas ...
Que reacendem a cada suspiro ...
Sem sentir clamam por algo desconhecido,
Estranhamente invisível e cruel ...
Voltar a ter um pouco de mim ...
Longe daqui ...
Distante ...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
...
Adormeço entre as linhas onde as palavras despertam
O sopro suave do vento muda de página sem avisar
Ficam rascunhos pintados a lápis de carvão
De uma história por terminar que não faz sentido
Amnésia que inventei para não saber de ti
A luz que espreita pela frincha da janela é amarela
Digo-me que as letras são o meu mistério
Onde corre o meu sangue em cada sílaba que escrevo
Onde guardo o que resta de um sorriso
E onde as lágrimas secam num segredo feito de afectos
Escondo-me de mim para não me saber
Inesperado encontro que temo
Remando contra a maré tomo o leme
Enfraquecida pelos ventos contrários
Vigio a lua e deixo o mar espelhar seu rostosábado, 2 de maio de 2009
Rio de amor...
Correm nas margens do rio
Pétalas perfumadas
Levam-te o meu amor
Feito de nada
Chegam ao mar
Esmagadas e sem perfume
O mar vive de paixão
Por uma flor
Que não conhece
As margens do rio
Pétalas perfumadas
Levam-te o meu amor
Feito de nada
Chegam ao mar
Esmagadas e sem perfume
O mar vive de paixão
Por uma flor
Que não conhece
As margens do rio
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